Disse o que pensava sobre este processo, neste blog e no DC. Qem ganhou, tem de governar, é a democracia. E, para isso, tem de começar já, porque estamos no momento critico: fecho do actual ano lectivo e planeamento do próximo. A novo presidente tem todas as condições para implementar o programa de acção que apresentou: é "pai" dos estatutos do IPC (e dos da ESEC); tem o Conselho Geral do seu lado; há suporte legal no sector , propício a mudanças ... portanto, não tem desculpas para se dispersar com "caça às bruxas" nem a procurar justificações no legado que herdou, como efectuou em 2007 na ESEC. Estão, assim, reunidas, como nunca, as condições para mudar o IPC, independentemente do rumo seguido, pois, mais uma vez, esse é da responsabilidade de quem ganhou.
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sábado, 20 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Eleições IPC (9): democracia manca
O modelo "escolhido" não permitiu o debate, sendo por isso limitador. Serviu a quem recorre, sistematicamente, ao populismo fácil e à demagogia. Quem se apoia no "ouvi dizer", não gosta de ser contraditado, contrariado e, assim, este modelo é o mais adequado. Poder-se-ia ter aproveitado para percebeu as concepções ideológicas sobre diversos aspectos, como por exemplo, os estatutos da carreira docente politécnica. Sendo a discussão pública, haveria oportunidade para esclarecer a opinião pública da que é ser professor do politécnico, contribuíndo para melhorar a imagem que hoje temos: vejam os comentários que (hoje) estão a circular na net (não somos de segunda, mas de quinta, dizem alguns).
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Eleições IPC (8): a confissão de RA
No dia em que o Público colocou na 1ª página: "Pedidos de bolsas de estudo aumentam no ensino superior" e que "Há instituições a fazer descontos para acudir à crise", enumerando uma série de benefícios dados aos alunos, ouvi RA afirmar (está registado) que há dois anos (como presidente da ESEC) está a pagar a um jurista (dos melhores especialista do país em administrativo) e só lhe pediu um parecer uma vez. Trata-se de uma confissão de um acto de má gestão, gerador de desperdício de recursos, que, como constatamos, podiam ter sido utilizados para apoiar os alunos necessitados.
Eleições IPC (7): primeiras impressões das audições
Do vi e muitas vezes só ouvi, via emissão da ESEC TV, fiquei com as seguintes impressões: um candidato (JB) a falar com base no fez (no ISEC) e cheio de boa vontade; um candidato (TF) a falar dos problemas que teve, das adversidades, do que vai corrigir e fazer com base na experiência adquirida; um candidato (RA) que vai antecipar o futuro e que vai ter tudo pronto quando for preciso (nunca deu exemplo do que fez, porque não o fez na ESEC: os projectos ao PIDDAC e ao QREN herdou-os já feitos e só teve que os submeter), que "ouviu dizer" (muitas coisas), prometeu 150.000€ aos alunos e à primeira pergunta dificil crispou-se e ficou com o discurso desequilibrado, perdendo a segurança e entrando no confronto.
domingo, 14 de junho de 2009
Eleições IPC (5): de costas voltadas para a Universidade de Coimbra
É "apenas" um nota: nenhum candidato coloca a "Universidade de Coimbra" como parceiro, seja em que enquadramento for. Apenas a referem nos respectivos dados curriculares.
Eleições IPC (4): Coesão das Escolas do IPC
Só JB e TF empregaram a palavra "coesão". Contudo, é um eixo estratégico pouco desenvolvido. Daqui decorre um dos processos vertebrais da organização, sendo necessário perceber como se pode converter a diversidade existente no IPC numa vantagem competitiva. E mais, como deverá ser desenvolvida a cooperação e a complementaridade, tendo em conta estas diferenças. São esclarecimentos para as apresentações orais de amanhã.
Eleições IPC (3): estatutos IPC - o maior problema e contradições
Será que os novos estatutos do IPC permitirão a evolução para uma "organização mais flexível e versátil, com processos de tomada de decisão mais ágeis, transparentes e totalmente abertas ao
exterior ?"É sabido que o RA é o "pai" destes estatutos e que o JB é co-responsável. Por isso, tentei encontrar resposta nas suas propostas.
JB remete para generalidades e deixa a nota que, "possivelmente", até será necessário "alterar alguns artigos dos nossos estatutos" para estarem de acordo com o RJIES - contradição ...
RA, tal como JB, "lembra" que os estatutos conferem às "escolas uma grande autonomia na concretização das linhas estratégicas, planos de actividades e orçamentos aprovados pelo Conselho Geral, reservando para a Presidência do IPC os poderes de representação externa e de regulação e supervisão da actividade das escolas"
. Contudo, ao longo do seu "longo" programa de candidato, a presidente do IPC, esqueceu-se das competências de respresentação, regulação e supervisão tendo avançado com propostas de acção, ao detalhe, claramente das competências das escolas e do conselho de gestão. Contradição, fruto da natureza de alguém que se entusiasmou e esqueçeu o "lugar" onde estava (está) quando fez os estatutos e o lugar para onde quer ir.E o que "dirão"os estatutos das escolas? um incógnita, mas, pela amostra dos da ESEC, a confusão operacional e o indice de conflitualidade poderá sair reforçado.
São estas e outras contradições que não me permitem encontrar a resposta (s).
Eleições IPC (2): "traços" (ausência)
Não consigo identificar, em cada plano de acção, um traço que o distinga. Os três candidatos seguiram uma estratégia de construção de planos para um quadriénio (2009/2013), "metendo" tudo o que lhes ocorreu, "esquecendo" que deve ser simples encontrar uma resposta para a pergunta: o que é que eu posso fazer (ou nós podemos fazer) para construir um IPC melhor ?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Eleições IPC (1): identidade corporativa do IPC
Depois de ler as 17 páginas bases do Jorge Bernardino (JB), as 50 páginas do Rui Antunes (RA) e as 38 páginas do Torres Farinha (TF) fiquei com um muitas dúvidas sobre as estratégias que os candidatos pretendem vir a adoptar para lidar com o eixo, crítico, da identidade corporativa. Em Julho de 2007, o relatório de avaliação do IPC pela EUA (European University Association) fez uma forte recomendação neste eixo, em virtude de ter sido identificado como um ponto de grande fraqueza e muito determinante para o desenvolvimento do IPC.
Não sendo explicitado nem tratado com a ênfase adequada, coloquei a seguinte questão aos três candidatos, no dia 7 de Junho:
- Pretende reforçar a identidade corporativa do IPC ?
Em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer.
Obtive as seguintes respostas, colocadas por ordem de recebimento:
1º do candidato RA:
“Numa perspectiva mais restrita o conceito de Identidade Corporativa remete para a imagem gráfica da instituição: site, logótipos, papel timbrado, palete de cores, etc.
Esta não é uma componente prioritária do nosso programa de candidatura. Embora considere que há algumas iniciativas a ter nesta área, defendo que elas devem surgir como consequência natural de outro tipo de acções bem mais profundas e estruturais para a formação da nossa identidade institucional.
Ou seja, parece-nos mais interessante abordar o tema da identidade corporativa numa perspectiva em que se pondera tudo aquilo contribui para diferenciar o IPC das outras instituições. Mais do que a imagem gráfica, preocupa-nos a percepção social que as pessoas têm do IPC enquanto instituição de ensino superior que forma profissionais, que constrói conhecimento e que participa do desenvolvimento da comunidade. Nessa óptica, pensamos que o nosso programa é todo ele centrado numa preocupação com o reforço da identidade corporativa do IPC.
Todos sabemos que as “marcas” ESAC, ESEC, ESTeSC, ISCAC, ISEC e, até mesmo a ESTGOH, têm mais impacto junto dos jovens que pretendem fazer formação, por exemplo, nas ciências agrárias, na educação, na tecnologia da saúde, na gestão ou na engenharia, do que a “marca” IPC. Este facto não pode ser ignorado. Não podemos, portanto, deitar fora este capital de prestígio que se construiu ao longo de décadas de trabalho esforçado e meritório das escolas. Teremos que ser capazes de construir uma identidade IPC sem ser à custa da negação e destruição das identidades correspondentes a cada escola. A nossa proposta é associar os dois tipos de identidades – escolas / IPC – e tentar beneficiar do que de melhor podemos retirar de cada uma.
O prestígio e o reconhecimento das nossas escolas vêm da qualidade da formação que fazem ao nível das licenciaturas. A “marca” IPC dificilmente poderá acrescentar muito mais nesse capítulo. Parece-nos que aquilo em que o IPC pode aditar algo de positivo à identidade das escolas se prende com acções que estão para além daquilo que já se faz e que requerem o esforço conjunto de mais do que uma escola. Por exemplo, o reforço da ligação entre escolas na promoção de mestrados em que a componente interdisciplinar é mais forte já é passível de constituir algo de positivo a acrescentar à identidade de cada escola. Neste caso é possível que as escolas envolvidas beneficiem e lucrem qualquer coisa em associar às suas “marcas” a “marca” IPC.
Ao longo das bases programáticas da nossa candidatura apresentamos várias iniciativas que pretendemos dinamizar e que só serão possíveis se conseguirmos envolver o esforço conjunto de docentes, discentes, funcionários não docentes do IPC e das respectivas escolas/institutos. Pensamos que são esse tipo de iniciativas – que mobilizam e envolvem a base da instituição – que poderão contribuir para a construção de uma identidade colectiva mais vasta do que a das escolas. Delas nascerá uma identidade corporativa “IPC” que, sem negar ou lutar contra as identidades corporativas Escolas/Institutos, será reconhecidamente um valor acrescentado para todos: IPC, escolas/institutos, docentes, funcionários não docentes, estudantes e comunidade. Quando isso acontecer “coisas” como a identidade gráfica surgirão naturalmente, sem ser necessário impor nada a ninguém.“
2º do candidato TF:
“Antes de mais permita-me tecer alguns comentários à sua questão: Registo a oportunidade e a pertinência da pergunta, que corresponde a um dos aspectos em que considero que o IPC mais deve reflectir e investir. Para além disso, a questão em si mesma já envolve um aspecto da maior relevância, que é a afirmação reforçar a identidade corporativa, o que significa que já é reconhecida uma identidade corporativa ao IPC.
A resposta objectiva à questão que coloca, se “Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC?” é a seguinte:
Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC no respeito pelas culturas das suas escolas.
Pergunta seguidamente se, em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer?
Algumas acções que pretendo levar a efeito são as seguintes:
* Reforçar a marca IPC;
* Tratar de forma central e ou com concertação centralizada assuntos que possam contribuir para esses objectivos, tais como: Gabinete de Acesso, Comunicação e Imagem.
* Para além destas vertentes, os aspectos de racionalização, tais como, a centralização dos vencimentos, a central de compras, normas transversais para distribuição de serviço docente, entre outras, onde se identifiquem economias de escala e que, simultaneamente, levem a que as várias escolas encontrem fóruns comuns onde possam discutir e reequacionar os seus problemas e as suas ambições de uma forma partilhada e construtiva, ajudam a sentir a instituição como um todo e a transmitir essa mesma imagem ao exterior.”.
Não sendo explicitado nem tratado com a ênfase adequada, coloquei a seguinte questão aos três candidatos, no dia 7 de Junho:
- Pretende reforçar a identidade corporativa do IPC ?
Em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer.
Obtive as seguintes respostas, colocadas por ordem de recebimento:
1º do candidato RA:
“Numa perspectiva mais restrita o conceito de Identidade Corporativa remete para a imagem gráfica da instituição: site, logótipos, papel timbrado, palete de cores, etc.
Esta não é uma componente prioritária do nosso programa de candidatura. Embora considere que há algumas iniciativas a ter nesta área, defendo que elas devem surgir como consequência natural de outro tipo de acções bem mais profundas e estruturais para a formação da nossa identidade institucional.
Ou seja, parece-nos mais interessante abordar o tema da identidade corporativa numa perspectiva em que se pondera tudo aquilo contribui para diferenciar o IPC das outras instituições. Mais do que a imagem gráfica, preocupa-nos a percepção social que as pessoas têm do IPC enquanto instituição de ensino superior que forma profissionais, que constrói conhecimento e que participa do desenvolvimento da comunidade. Nessa óptica, pensamos que o nosso programa é todo ele centrado numa preocupação com o reforço da identidade corporativa do IPC.
Todos sabemos que as “marcas” ESAC, ESEC, ESTeSC, ISCAC, ISEC e, até mesmo a ESTGOH, têm mais impacto junto dos jovens que pretendem fazer formação, por exemplo, nas ciências agrárias, na educação, na tecnologia da saúde, na gestão ou na engenharia, do que a “marca” IPC. Este facto não pode ser ignorado. Não podemos, portanto, deitar fora este capital de prestígio que se construiu ao longo de décadas de trabalho esforçado e meritório das escolas. Teremos que ser capazes de construir uma identidade IPC sem ser à custa da negação e destruição das identidades correspondentes a cada escola. A nossa proposta é associar os dois tipos de identidades – escolas / IPC – e tentar beneficiar do que de melhor podemos retirar de cada uma.
O prestígio e o reconhecimento das nossas escolas vêm da qualidade da formação que fazem ao nível das licenciaturas. A “marca” IPC dificilmente poderá acrescentar muito mais nesse capítulo. Parece-nos que aquilo em que o IPC pode aditar algo de positivo à identidade das escolas se prende com acções que estão para além daquilo que já se faz e que requerem o esforço conjunto de mais do que uma escola. Por exemplo, o reforço da ligação entre escolas na promoção de mestrados em que a componente interdisciplinar é mais forte já é passível de constituir algo de positivo a acrescentar à identidade de cada escola. Neste caso é possível que as escolas envolvidas beneficiem e lucrem qualquer coisa em associar às suas “marcas” a “marca” IPC.
Ao longo das bases programáticas da nossa candidatura apresentamos várias iniciativas que pretendemos dinamizar e que só serão possíveis se conseguirmos envolver o esforço conjunto de docentes, discentes, funcionários não docentes do IPC e das respectivas escolas/institutos. Pensamos que são esse tipo de iniciativas – que mobilizam e envolvem a base da instituição – que poderão contribuir para a construção de uma identidade colectiva mais vasta do que a das escolas. Delas nascerá uma identidade corporativa “IPC” que, sem negar ou lutar contra as identidades corporativas Escolas/Institutos, será reconhecidamente um valor acrescentado para todos: IPC, escolas/institutos, docentes, funcionários não docentes, estudantes e comunidade. Quando isso acontecer “coisas” como a identidade gráfica surgirão naturalmente, sem ser necessário impor nada a ninguém.“
2º do candidato TF:
“Antes de mais permita-me tecer alguns comentários à sua questão: Registo a oportunidade e a pertinência da pergunta, que corresponde a um dos aspectos em que considero que o IPC mais deve reflectir e investir. Para além disso, a questão em si mesma já envolve um aspecto da maior relevância, que é a afirmação reforçar a identidade corporativa, o que significa que já é reconhecida uma identidade corporativa ao IPC.
A resposta objectiva à questão que coloca, se “Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC?” é a seguinte:
Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC no respeito pelas culturas das suas escolas.
Pergunta seguidamente se, em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer?
Algumas acções que pretendo levar a efeito são as seguintes:
* Reforçar a marca IPC;
* Tratar de forma central e ou com concertação centralizada assuntos que possam contribuir para esses objectivos, tais como: Gabinete de Acesso, Comunicação e Imagem.
* Para além destas vertentes, os aspectos de racionalização, tais como, a centralização dos vencimentos, a central de compras, normas transversais para distribuição de serviço docente, entre outras, onde se identifiquem economias de escala e que, simultaneamente, levem a que as várias escolas encontrem fóruns comuns onde possam discutir e reequacionar os seus problemas e as suas ambições de uma forma partilhada e construtiva, ajudam a sentir a instituição como um todo e a transmitir essa mesma imagem ao exterior.”.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Comentários às Propostas dos Candidatos às Eleições do IPC
Nos próximos dias, até dia 19 de Junho, irei comentar alguns aspectos estratégicos das propostas dos três candidatos. Comentarei, apenas, os eixos estratégicos que venha a considerar relevantes e que sejam merecedores de uma análise cuidada, ie que justifique um certo dispêndio de energia. E porquê? conhecendo bem os candidatos, julgo estar em posição previlegiada para executar tal acção.
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