Graças à "formiguinha" Regina Nabais descobri uma interessante estudo no MCTES, mais propriamente no "seu" GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais: "A procura de emprego dos diplomados desempregados com habilitação superior". Trata-se de uma "Primeira edição de uma série de relatórios sobre a procura de emprego dos diplomados com habilitação superior (graus de Bacharel, Licenciado, Mestre e Doutor)". Vale pena analisar e reflectir.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
domingo, 11 de novembro de 2007
SER PEÃO EM COIMBRA É SEGURO ? (Publicado no Diário de Coimbra em 9/11/2007)
Não, nem no resto do país, pois, de acordo com as estatísticas da responsabilidade da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (ANSR), foram atropeladas mais de 16 pessoas por dia, apenas nos primeiros oito meses deste ano. Mais ainda, segundo dados de 2006, mais de 13 por cento das vítimas mortais foram peões.
Muitos dos acidentes acontecem em passadeiras, o que é um paradoxo. Esse devia de ser o lugar seguro, por excelência, para atravessar uma rua. Mas não é. Quando na gíria, nos referimos a elas como zebras, mais parece que a metáfora se adequa ao trânsito citadino, como se de uma selva se trate.
Assim sendo, nesta cidade há uma grande “selva”. Há “zebras” mal iluminadas; mal sinalizadas; mal pintadas; em sítios impróprios, por exemplo, à saída de rotundas e em curvas; sem pisos anti-derrapantes; com semáforos que nem sempre funcionam ou com poucos segundos (de 10 a 15, medidos pelo meu cronómetro) no sinal verde, impossibilitando o atravessamento completo de idosos, crianças e cidadãos com deficiência, etc. Acresce a este quadro nada favorável, o número de condutores que não respeitam os peões nas passadeiras, sendo maior o risco quando existem duas faixas num sentido. Há, quase sempre, um que se “esquece” de parar. A velocidade é excessiva, adquirindo um estatuto de normalidade nas avenidas com perfil de via rápida (mais parecem auto-estradas) dentro da malha urbana. Os peões, também prevaricam, quando avançam e “investem” directamente para as “zebras”. Estes, têm que dar indicações que querem passar e esperarem que os veículos parem, para que a travessia seja totalmente segura.
Há muito para aprender e para fazer.
É, sem dúvida, uma questão de cidadania. As autoridades com competências no trânsito e na segurança rodoviária, tentam à algum tempo ir ao encontro dos problemas dando uma resposta adequada com o Projecto Escola Segura, onde desenvolvem um importante trabalho em certas horas do dia, garantindo o acesso seguro às “zebras” em frentes às escolas. É sabido que não se pode colocar um Policia junto a cada “zebra”, mas também é sabido que não devem “passar” tanto tempo dentro das rotundas a multar. Esta “imagem de marca” pode ser injusta, mas julgo não ser aí que exista a maior necessidade de actuação.
Todos os dias eu e minha família atravessamos, várias vezes, a Av. Fernando Namora (“via rápida”). Aqui, há uma rotunda que se assemelha a uma “chicane”. Ao longo da avenida há “zebras” sem semáforos; onde os há são poucos os segundos para as atravessar; também as há à saída de rotundas. O barulho de grandes travagens e acelerações é uma constante, de dia e de noite. O “correr” e o “fugir”dos peões, dependendo da perspectiva, parece coisa de “outro mundo”.
E no resto da Solum? E em muitas e muitas outras avenidas/ruas que são autênticas vias-rápidas ? Uma aventura muito perigosa, onde a tragédia está sempre “à espera para acontecer".
Nos últimos dias, a sequência de ocorrências dramáticas, quer com peões, e quer com outros intervenientes rodoviários, vieram reavivar a memória colectiva desta “guerra” permanente, levando o governo a anunciar 2 milhões de euros para uma nova campanha, de forma a baixar sinistralidade nas estradas. O investimento vai para “mais alcoolímetros, radares de controlo de velocidade e sistemas informáticos a utilizar pelas forças de segurança”.
E as passadeiras? as lombas para limitação da velocidade ? a educação cívica ?
A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), que muitas vezes passam por fundamentalistas e chatos, tem uma acção altamente meritória, “diz” que a lei das acessibilidades não é cumprida, como também “não é cumprida a directiva europeia de 1998 que prevê a realização de auditorias rodoviárias". E vai mais longe, afirma que "os engenheiros não fazem ideia de como devem lidar com os peões, até porque em Portugal não existem livros de normas nem de boas práticas".
Nem os “engenheiros” nem os políticos, acrescento Eu, como peão confesso e condutor que também comete erros. Quanto às boas práticas, “basta” ir visitar algumas cidades do centro da Europa.Se andar a pé, por necessidade ou pela sua saúde, tenha todo o cuidado: o perigo espreita, tema pela sua vida. Se for condutor, leve sempre o “coração” ao volante e o amor ao próximo, tal como a si mesmo.
Muitos dos acidentes acontecem em passadeiras, o que é um paradoxo. Esse devia de ser o lugar seguro, por excelência, para atravessar uma rua. Mas não é. Quando na gíria, nos referimos a elas como zebras, mais parece que a metáfora se adequa ao trânsito citadino, como se de uma selva se trate.
Assim sendo, nesta cidade há uma grande “selva”. Há “zebras” mal iluminadas; mal sinalizadas; mal pintadas; em sítios impróprios, por exemplo, à saída de rotundas e em curvas; sem pisos anti-derrapantes; com semáforos que nem sempre funcionam ou com poucos segundos (de 10 a 15, medidos pelo meu cronómetro) no sinal verde, impossibilitando o atravessamento completo de idosos, crianças e cidadãos com deficiência, etc. Acresce a este quadro nada favorável, o número de condutores que não respeitam os peões nas passadeiras, sendo maior o risco quando existem duas faixas num sentido. Há, quase sempre, um que se “esquece” de parar. A velocidade é excessiva, adquirindo um estatuto de normalidade nas avenidas com perfil de via rápida (mais parecem auto-estradas) dentro da malha urbana. Os peões, também prevaricam, quando avançam e “investem” directamente para as “zebras”. Estes, têm que dar indicações que querem passar e esperarem que os veículos parem, para que a travessia seja totalmente segura.
Há muito para aprender e para fazer.
É, sem dúvida, uma questão de cidadania. As autoridades com competências no trânsito e na segurança rodoviária, tentam à algum tempo ir ao encontro dos problemas dando uma resposta adequada com o Projecto Escola Segura, onde desenvolvem um importante trabalho em certas horas do dia, garantindo o acesso seguro às “zebras” em frentes às escolas. É sabido que não se pode colocar um Policia junto a cada “zebra”, mas também é sabido que não devem “passar” tanto tempo dentro das rotundas a multar. Esta “imagem de marca” pode ser injusta, mas julgo não ser aí que exista a maior necessidade de actuação.
Todos os dias eu e minha família atravessamos, várias vezes, a Av. Fernando Namora (“via rápida”). Aqui, há uma rotunda que se assemelha a uma “chicane”. Ao longo da avenida há “zebras” sem semáforos; onde os há são poucos os segundos para as atravessar; também as há à saída de rotundas. O barulho de grandes travagens e acelerações é uma constante, de dia e de noite. O “correr” e o “fugir”dos peões, dependendo da perspectiva, parece coisa de “outro mundo”.
E no resto da Solum? E em muitas e muitas outras avenidas/ruas que são autênticas vias-rápidas ? Uma aventura muito perigosa, onde a tragédia está sempre “à espera para acontecer".
Nos últimos dias, a sequência de ocorrências dramáticas, quer com peões, e quer com outros intervenientes rodoviários, vieram reavivar a memória colectiva desta “guerra” permanente, levando o governo a anunciar 2 milhões de euros para uma nova campanha, de forma a baixar sinistralidade nas estradas. O investimento vai para “mais alcoolímetros, radares de controlo de velocidade e sistemas informáticos a utilizar pelas forças de segurança”.
E as passadeiras? as lombas para limitação da velocidade ? a educação cívica ?
A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), que muitas vezes passam por fundamentalistas e chatos, tem uma acção altamente meritória, “diz” que a lei das acessibilidades não é cumprida, como também “não é cumprida a directiva europeia de 1998 que prevê a realização de auditorias rodoviárias". E vai mais longe, afirma que "os engenheiros não fazem ideia de como devem lidar com os peões, até porque em Portugal não existem livros de normas nem de boas práticas".
Nem os “engenheiros” nem os políticos, acrescento Eu, como peão confesso e condutor que também comete erros. Quanto às boas práticas, “basta” ir visitar algumas cidades do centro da Europa.Se andar a pé, por necessidade ou pela sua saúde, tenha todo o cuidado: o perigo espreita, tema pela sua vida. Se for condutor, leve sempre o “coração” ao volante e o amor ao próximo, tal como a si mesmo.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Normas exigentes de avaliação e de acreditação
Do Discurso de Abertura do Ano Académico 2007/2008, 8 de Novembro de 2007, António Sampaio da Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa há muito a ler. Sublinho o seguinte:
"... faz-nos falta a adopção de normas exigentes de avaliação e de acreditação, acabando com a multiplicação de cursos que, com a conivência de governos e instituições, tem contribuído para degradar a qualidade do ensino superior. Sobre isto, merece aplauso a iniciativa do Governo: mais e melhor avaliação, feita com critérios internacionais." [APLAUSOS]
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A mobilidade social versus desigualdes
"A verdade é que, apesar de todas as experiências falhadas no ensino público, apesar das ilusões igualitárias, apesar dos muitos ministros da educação que já aguentámos, apesar da má gestão de recursos, apesar dos professores com espírito de função pública ou sindicalista, apesar dos estudantes que se queixam do "sistema" quando deviam era ter juizinho e queixar-se de si próprios, apesar disto e do resto, a escola pública tem sido, nestas últimas décadas, o melhor, o mais eficaz, senão mesmo o único realmente eficaz, instrumento de mobilidade social na sociedade portuguesa. Num país cronicamente desigualitário, eis um dado sociológico que tem feito uma enorme diferença." Pedro Lomba no DN. Apesar das desigualdes que tem gerado, a partir do prisma central do GRANDE Ministério da Educação (ME), ao impor matrizes igualitárias do norte ao sul. Menos ME central e mais autonomia contratualizada, maior reponsabilização, com promoção de modelos de gestão (privada ?) exigente, eficiente em projectos educativos que envolvam os professores, os pais e toda a comunidade local.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Manifestando-me
"No âmbito da reformulação estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?Eu responderia: sem dúvida! Tal reflexão já se justificava antes da reestruturação dos cursos suscitada pela aplicação da Declaração de Bolonha e mais se justifica agora porque: i) a questão da empregabilidade deveria ter sido um dos parâmetros que deveria ter informado essa adequação dos cursos e não foi, por razões externas à UMinho e por razões internas; e ii) porque, depois dessa reestruturação, a oferta se oferece ainda mais caótica, convivendo em algumas Escolas Universitárias projectos de ensino, a nível de 1º ciclo, de banda larga com outros de natureza politécnica. Há casos até, como acontece na EEG, em que os cursos se canibalizam.Situações como esta que menciono têm muito que ver com a persistência de lógicas em que são os recursos disponíveis e as estratégias de poder dentro dos Departamentos que ditam a oferta educativa e não a existência claramente identificada de uma procura social, presente ou potencial. São apostas na preservação da inércia, mesmo que seja clara a sua insustentabilidade a médio-prazo.Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?"
(mensagem datada de 29/10/2007 e intitulada "Manifestando-me", disponível em universidade alternativa)
CONCORDO!
Subscrevo a mensagem do J. Cadima Ribeiro, pois, o seu caráter abrangente, aplica-se a todas as IES.
Dia de Todos os Santos, a Tabuada e as Operações Elementares
Hoje é Dia de Todos os Santos. Recuo até à minha infância, em Abrantes, onde o dia de hoje é uma festa. Bem cedo, 8h da manhã, avançamos para a vizinhança com grandes bolsas de pano ao tiracolo: “bolinhos, bolinhos, à porta dos santinhos …” e abriam-se as bolsas … A malta actuava em grupo, dois ou três, e no fim lá vinha atarefa mais complicada: a divisão dos rebuçados, das broas de mel, das nozes, das romãs, etc. Era complicado, pois, por vezes, a questão equitativa da divisão levava a lutas fratricidas. Enfim, contava-se, contava-se, dividia-se, repartia-se … A desconfiam-se instalava-se devido à batota e não devido à falta de capacidade de cálculo. A malta sabia a tabuada e estava treinada nas contas de cabeça.
Lembrei-me destes detalhes ao ler um excelente artigo do Professor Nuno Crato, publicado no suplemento Actual do Expresso de 27.10.07. Desta viagem no tempo retenho uma passagem: “Aquilo que toda a gente sensata vê com facilidade, que é a necessidade de evitar a máquina enquanto se aprende a tabuada e as operações elementares, os ideólogos dogmáticos do «eduquês» não conseguem ver. As ferramentas modernas, como a calculadora e o computador, devem ser introduzidas no Ensino Básico. E mesmo no Primeiro Ciclo pode ser conveniente que os alunos comecem a familiarizar-se com estes instrumentos. Mas é absolutamente necessário que os jovens estudantes sejam impedidos de usar a calculadora no momento em que estão a memorizar a tabuada e a treinar as operações.”
Há outras leituras interessantes, por isso deixo uma carta aberta ao Nuno Crato do Pascal Paulus, que é Professor do Ensino Primário ou do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Lembrei-me destes detalhes ao ler um excelente artigo do Professor Nuno Crato, publicado no suplemento Actual do Expresso de 27.10.07. Desta viagem no tempo retenho uma passagem: “Aquilo que toda a gente sensata vê com facilidade, que é a necessidade de evitar a máquina enquanto se aprende a tabuada e as operações elementares, os ideólogos dogmáticos do «eduquês» não conseguem ver. As ferramentas modernas, como a calculadora e o computador, devem ser introduzidas no Ensino Básico. E mesmo no Primeiro Ciclo pode ser conveniente que os alunos comecem a familiarizar-se com estes instrumentos. Mas é absolutamente necessário que os jovens estudantes sejam impedidos de usar a calculadora no momento em que estão a memorizar a tabuada e a treinar as operações.”
Há outras leituras interessantes, por isso deixo uma carta aberta ao Nuno Crato do Pascal Paulus, que é Professor do Ensino Primário ou do 1º Ciclo do Ensino Básico.
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