domingo, 17 de fevereiro de 2008

Legitimidade ética das Assembleias Estatutárias

Na Universidade do Porto o processo de reorganização está a incomodar o reitor, pela contestação interna e porque as opções estratégicas foram divulgadas pela comunicação social. Há mau estar e reacções diversas, com algumas a transformarem-se em moções. Segundo o Público, de hoje, na Fac. de Arquitectura está a decorrer uma discussão interna, havendo uma moção onde se pode ler que "a assembleia estatuária (AE) da Universidade não discutiu durante a campanha eleitoral o processo de negociação conducente à adopção, por parte da UP, do estatuto jurídico de Fundação, nem a reorganização interna conducente à fusão das suas unidades orgânicas em cinco escolas". Esse facto, refere o texto, "fragiliza a legitimidade ética da AE, a não ser que ela se fundamentasse num debate alargado onde tivesse sido possível auscultar as diferentes unidades orgânicas e esclarecer sobre o conteúdo e as consequências positivas e negativas destas decisões".
A Uni. de Aveiro tem um site - UA em Mudança: "Pretendendo-se que este seja um processo participado por toda a comunidade é importante criar canais para divulgação de informação e troca de opiniões." Se for realmente assim e não apenas um "faz de conta", então o processo de mudança, se for o caso, terá menos hipóteses de ser fragilizado. Em grande parte das IES os processos eleitorais, para as AE's, não tiveram debates alargados nem os protagonistas revelaram grandes projectos de mudança, só os revelando após eleitos. Por isso, se começa a questionar a legitimidade. Há que referir que o RJIES dispõe que a AE tem de ouvir os actuais órgãos da institução e as suas unidades orgânicas.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Revista de imprensa: "APRENDER A ESTAR MORTO"

No DN de hoje, um tirada excelente de Manuel Maria Carrilho:

(...)
Debates?

Antes, anuncia-se o que se vai dizer. Depois, não se pergunta nada que não se saiba já que se vai perguntar, e não se responde nada que não se antecipe logo que se vai responder. Tudo depende cada vez mais do contexto e da forma, tudo se reduz assim à habilidade e à inspiração do momento. Só não se percebe porque é que se chama a isto. "debates parlamentares".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

IPLeiria com novos estatutos.

O IPLeiria aprova novos estatutos. O IPL é o o primeiro instituto politécnico com os novos estatutos aprovados pela respectiva Assembleia Estatutária.
Parabéns, deram um GRANDE PASSO EM FRENTE. O novo modelo organizacional vai levar o IPLeiria à liderança do motor de desenvolvimento regional, a par da Universidade de Aveiro, empurrando Coimbra para o "fundo da tabela" do desenvolvimento. É uma questão de tempo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Regresso e Politécnicos Fortes

De regresso à actividade "bloguistica", após ausência para reflexão pessoal, chamo a atenção para a revolução de racionalidade, caso o Anteprojecto de Estatutos do IPLeira venha ser aprovado. Para muitos outros - na minha perspectiva os conservadores - como é o caso do IPCoimbra (verifiquem os resultados das eleiçoes para a Ass. Estatutária), é uma desgraça. É uma questão de tempo (pouco), para vermos as diferenças entre quem ousa e quem quer manter tudo na mesma.
O Ministro José Mariano Gago, na Oração de Sapiência no IPBragança, deixou o desafio: "... as instituições e o seu quadro geral apenas se renovam com trabalho e luta. Consolidar Institutos Politécnicos superando com inteligência a sua origem de federações de escolas, mas não as burocratizando, antes libertando e apoiando as forças de cada unidade num conjunto com direcção, é um desafio que estou certo vai ser vencido."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Universidade de Aveiro: parabéns !

Regressei ao blog, após umas semi-férias, e logo para dar os parabéns à Universidade de Aveiro por ser a primeira instituição de ensino superior público a avançar com a proposta de "a possibilidade do estabelecimento de ensino superior se vir a transformar numa fundação pública com regime de direito privado", segundo o Público on-line. Sem medo de uma gestão (mais) flexível, com financiamentos suportados por contratos programa plurianuais, com mais possibilidades de alinhar (conciliar) os eixos do desenvolvimentos estratégico com o financiamento (OE e receitas próprias), etc. Já tive a oportunidade de gerir um plano de desenvolvimento estratégico com base num contrato programa (ESEC-IPC) com excelentes resultados, por isso, recomendo o modelo. Ora, mais uma vez a UA está na vanguarda, sem medo da inovação organizacional. Quantos "medos" do modelo fundacional remeto para o CENTRO PORTUGUÊS DE FUNDAÇÕES.


sábado, 22 de dezembro de 2007

A Magia do Natal

A Magia do Natal

O Natal é muito fixe
Porque tem luzes,
Iluminações e muitas outras coisas.
Há árvores de Natal, presépios, o Pai Natal, os anjos, as prendas, o Bolo-rei.
O Natal também tem uma coisa muito importante que é a família,
Que se reúne toda no dia de Natal.

Maria Tabau Orvalho (7 anos), 21-12-2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Necessita a sociedade da universidade e do politécnico ?

Necessita a sociedade das universidades? pergunta J. Cadima Ribeiro num excelente post, onde defende que o «projecto de universidade que mais próximo estará do sucesso será aquele que melhor souber conciliar pertinência de acção, rigor de gestão e mobilização dos seus intérpretes».
E mais acrescentou: «Necessita a sociedade da universidade (e do politécnico)? Claro que sim, na medida em que esta(e) se saiba revelar incontornável no caminho para a obtenção de mais progresso económico e de maior bem-estar social! Claro que sim, na medida em que esta(e) “convide o futuro e também o visite”.»
No processo eleitoral para a assembleia estatutária do IPC apareceram quatro (4) listas, gerando enorme espectativa (só minha ?), como referi em post anterior. Contudo, até hoje não tem havido «mobilização dos seus intérpretes». Reparem no panorama paupérimo: apenas um manifesto ("Pela maior autonomia das Escolas") escrito num "pretuguês" inadmissível.
Voltarei a este assunto.