domingo, 14 de junho de 2009

Eleições IPC (3): estatutos IPC - o maior problema e contradições

Será que os novos estatutos do IPC permitirão a evolução para uma "organização mais flexível e versátil, com processos de tomada de decisão mais ágeis, transparentes e totalmente abertas ao
exterior ?"

É sabido que o RA é o "pai" destes estatutos e que o JB é co-responsável. Por isso, tentei encontrar resposta nas suas propostas.
JB remete para generalidades e deixa a nota que, "possivelmente", até será necessário "alterar alguns artigos dos nossos estatutos" para estarem de acordo com o RJIES - contradição ...
RA, tal como JB, "lembra" que os estatutos conferem às "escolas uma grande autonomia na concretização das linhas estratégicas, planos de actividades e orçamentos aprovados pelo Conselho Geral, reservando para a Presidência do IPC os poderes de representação externa e de regulação e supervisão da actividade das escolas"
. Contudo, ao longo do seu "longo" programa de candidato, a presidente do IPC, esqueceu-se das competências de respresentação, regulação e supervisão tendo avançado com propostas de acção, ao detalhe, claramente das competências das escolas e do conselho de gestão. Contradição, fruto da natureza de alguém que se entusiasmou e esqueçeu o "lugar" onde estava (está) quando fez os estatutos e o lugar para onde quer ir.

E o que "dirão"os estatutos das escolas? um incógnita, mas, pela amostra dos da ESEC, a confusão operacional e o indice de conflitualidade poderá sair reforçado.

São estas e outras contradições que não me permitem encontrar a resposta (s).

Eleições IPC (2): "traços" (ausência)

Não consigo identificar, em cada plano de acção, um traço que o distinga. Os três candidatos seguiram uma estratégia de construção de planos para um quadriénio (2009/2013), "metendo" tudo o que lhes ocorreu, "esquecendo" que deve ser simples encontrar uma resposta para a pergunta: o que é que eu posso fazer (ou nós podemos fazer) para construir um IPC melhor ?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eleições IPC (1): identidade corporativa do IPC

Depois de ler as 17 páginas bases do Jorge Bernardino (JB), as 50 páginas do Rui Antunes (RA) e as 38 páginas do Torres Farinha (TF) fiquei com um muitas dúvidas sobre as estratégias que os candidatos pretendem vir a adoptar para lidar com o eixo, crítico, da identidade corporativa. Em Julho de 2007, o relatório de avaliação do IPC pela EUA (European University Association) fez uma forte recomendação neste eixo, em virtude de ter sido identificado como um ponto de grande fraqueza e muito determinante para o desenvolvimento do IPC.
Não sendo explicitado nem tratado com a ênfase adequada, coloquei a seguinte questão aos três candidatos, no dia 7 de Junho:
- Pretende reforçar a identidade corporativa do IPC ?
Em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer.

Obtive as seguintes respostas, colocadas por ordem de recebimento:

1º do candidato RA:

“Numa perspectiva mais restrita o conceito de Identidade Corporativa remete para a imagem gráfica da instituição: site, logótipos, papel timbrado, palete de cores, etc.
Esta não é uma componente prioritária do nosso programa de candidatura. Embora considere que há algumas iniciativas a ter nesta área, defendo que elas devem surgir como consequência natural de outro tipo de acções bem mais profundas e estruturais para a formação da nossa identidade institucional.
Ou seja, parece-nos mais interessante abordar o tema da identidade corporativa numa perspectiva em que se pondera tudo aquilo contribui para diferenciar o IPC das outras instituições. Mais do que a imagem gráfica, preocupa-nos a percepção social que as pessoas têm do IPC enquanto instituição de ensino superior que forma profissionais, que constrói conhecimento e que participa do desenvolvimento da comunidade. Nessa óptica, pensamos que o nosso programa é todo ele centrado numa preocupação com o reforço da identidade corporativa do IPC.
Todos sabemos que as “marcas” ESAC, ESEC, ESTeSC, ISCAC, ISEC e, até mesmo a ESTGOH, têm mais impacto junto dos jovens que pretendem fazer formação, por exemplo, nas ciências agrárias, na educação, na tecnologia da saúde, na gestão ou na engenharia, do que a “marca” IPC. Este facto não pode ser ignorado. Não podemos, portanto, deitar fora este capital de prestígio que se construiu ao longo de décadas de trabalho esforçado e meritório das escolas. Teremos que ser capazes de construir uma identidade IPC sem ser à custa da negação e destruição das identidades correspondentes a cada escola. A nossa proposta é associar os dois tipos de identidades – escolas / IPC – e tentar beneficiar do que de melhor podemos retirar de cada uma.
O prestígio e o reconhecimento das nossas escolas vêm da qualidade da formação que fazem ao nível das licenciaturas. A “marca” IPC dificilmente poderá acrescentar muito mais nesse capítulo. Parece-nos que aquilo em que o IPC pode aditar algo de positivo à identidade das escolas se prende com acções que estão para além daquilo que já se faz e que requerem o esforço conjunto de mais do que uma escola. Por exemplo, o reforço da ligação entre escolas na promoção de mestrados em que a componente interdisciplinar é mais forte já é passível de constituir algo de positivo a acrescentar à identidade de cada escola. Neste caso é possível que as escolas envolvidas beneficiem e lucrem qualquer coisa em associar às suas “marcas” a “marca” IPC.
Ao longo das bases programáticas da nossa candidatura apresentamos várias iniciativas que pretendemos dinamizar e que só serão possíveis se conseguirmos envolver o esforço conjunto de docentes, discentes, funcionários não docentes do IPC e das respectivas escolas/institutos. Pensamos que são esse tipo de iniciativas – que mobilizam e envolvem a base da instituição – que poderão contribuir para a construção de uma identidade colectiva mais vasta do que a das escolas. Delas nascerá uma identidade corporativa “IPC” que, sem negar ou lutar contra as identidades corporativas Escolas/Institutos, será reconhecidamente um valor acrescentado para todos: IPC, escolas/institutos, docentes, funcionários não docentes, estudantes e comunidade. Quando isso acontecer “coisas” como a identidade gráfica surgirão naturalmente, sem ser necessário impor nada a ninguém.“


2º do candidato TF:

“Antes de mais permita-me tecer alguns comentários à sua questão: Registo a oportunidade e a pertinência da pergunta, que corresponde a um dos aspectos em que considero que o IPC mais deve reflectir e investir. Para além disso, a questão em si mesma já envolve um aspecto da maior relevância, que é a afirmação reforçar a identidade corporativa, o que significa que já é reconhecida uma identidade corporativa ao IPC.
A resposta objectiva à questão que coloca, se “Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC?” é a seguinte:
Pretendo reforçar a identidade corporativa do IPC no respeito pelas culturas das suas escolas.
Pergunta seguidamente se, em caso afirmativo, quais são as acções que irá desenvolver para o fazer?
Algumas acções que pretendo levar a efeito são as seguintes:
* Reforçar a marca IPC;
* Tratar de forma central e ou com concertação centralizada assuntos que possam contribuir para esses objectivos, tais como: Gabinete de Acesso, Comunicação e Imagem.
* Para além destas vertentes, os aspectos de racionalização, tais como, a centralização dos vencimentos, a central de compras, normas transversais para distribuição de serviço docente, entre outras, onde se identifiquem economias de escala e que, simultaneamente, levem a que as várias escolas encontrem fóruns comuns onde possam discutir e reequacionar os seus problemas e as suas ambições de uma forma partilhada e construtiva, ajudam a sentir a instituição como um todo e a transmitir essa mesma imagem ao exterior.”.

domingo, 7 de junho de 2009

Praia de Omaha


Antes das projecções, dos números e das análises lembro que a Europa nunca seria a mesma sem o que acontece, há 65 anos, em praias como a de Omaha.

sábado, 6 de junho de 2009

Prestação pública de contas, parabéns ao ISCAP!

Parabéns ao ISCA do Instituto Politécnico do Porto por, hoje, ter publicado no Público o seu "Relatório & Contas de 2008". Em tempos, quando estive presidente da ESE do Instituto Politécnico de Coimbra fiz o mesmo. Foi um marco de que me orgulho bastante. Nesse tempo, 2006, fomos dos pioneiros em termos nacionais. Prestar contas públicamente é, para mim, um dever de quem "gasta" dinheiro do erário público. Desde essa altura nunca mais a ESEC o fez e nunca uma escola do IPC, incluíndo o Serviços Centrais, fez tal "coisa". Raros são as Escolas, Politécnicos e Universidades públicas que o fazem. Têm medo do quê? talvez de prestar contas. A propósito, quando algumas instituições prestam, publicamente, contas de 2008 a ESEC ainda NÃO as prestou internamente, nos orgãos adequados. Aqui vale tudo, até a impunidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comentários às Propostas dos Candidatos às Eleições do IPC

Nos próximos dias, até dia 19 de Junho, irei comentar alguns aspectos estratégicos das propostas dos três candidatos. Comentarei, apenas, os eixos estratégicos que venha a considerar relevantes e que sejam merecedores de uma análise cuidada, ie que justifique um certo dispêndio de energia. E porquê? conhecendo bem os candidatos, julgo estar em posição previlegiada para executar tal acção.